Fala cambada! Como vocês estão? Ah! Acho que esqueci de me apresentar… Bem, sou o Sora, e trarei alguns textos relacionados diretamente a mangás (minha especialidade). =D

Para iniciar então, que tal uma musiquinha? Alias, uma grande musica da banda T.Rex:
Vocês devem estar se perguntando o que diabos isso tem a ver com mangás… Pois bem, vim falar de um grande mangá (talvez a história mais envolvente que já li), 20th century boys.
Acho que agora entenderam o porquê da música.

O autor Naoki Urasawa (criador de Monster, Jigoro, dentre outros) buscou elementos do Rock ao criar o mangá. Tanto que ao longo da história vemos trechos referentes a Bob Dylan, Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors, Beatles, e é claro T.Rex que até o nome da obra foi inspirado em sua musica.

Mas apesar disso o tema do mangá não é o Rock como Beck e outros abordam. Na verdade, este é um mangá de mistério! E que mistério!

Tudo começa em 1970 quando garotos, da 4ª série, liderados por Kenji Endo, decidem criar uma base secreta. Muitos de nós inclusive já brincamos assim, mas esta base é a chave para salvar o mundo em 2000. Já em 1997 mortes por um vírus começam a ocorrer, e tudo vai se relacionando aquela brincadeira infantil.

Um culto misterioso, cujo líder é chamado de “Amigo”, começa a atrair milhões. E os manipular. Kenji, que agora era apenas um adulto comerciante que cuida de sua sobrinha e não mais um menino com uma base secreta cheia de planos para salvar o mundo, percebe uma ligação entre o este culto e a morte de um amigo. Em seguida, o símbolo do culto do “Amigo” e o da sua antiga base, eram os mesmos.

Urasawa explora tudo neste mangá. O roteiro não é linear, em um momento estamos em 1970, outro 97, do Japão vamos a Tailândia. Casos distintos vão ocorrendo, mas ao final tudo se entrelaça e até um mendigo se mostra como peça fundamental. Uma verdadeira obra de arte, que quanto mais é lida mais duvidas vão surgindo, e a conclusão vem sem deixar pontas soltas.
Eu havia dito que tudo é explorado, e é mesmo. Vemos corrupção, máfia, desigualdade; vemos lutas, guerras bacteriológicas e política; vemos religião, amizade, e ao final nos contestamos sobre o que a vida nos torna. Não se assuste se temas como robótica e coisas paranormais vierem a aparecer no mangá. Urasawa agiu com brilhantismo e criou uma obra prima.
Vale a pena a leitura, e como a obra já foi acabada suas duvidas serão todas respondidas. Leiam, reflitam, e lutem contra a alienação do “Amigo”.













